O Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, destaca que o uso de pavimento intertravado em áreas de piscina cresceu de forma expressiva no mercado brasileiro nos últimos anos, impulsionado pela combinação de estética, praticidade e custo competitivo em relação a outras soluções de acabamento externo.
A aplicação do intertravado para piscina exige uma leitura técnica distinta da utilizada em calçadas ou pátios convencionais, pois o ambiente de entorno de piscina submete o sistema a condições bastante específicas de umidade, movimentação de pessoas e variação de temperatura. Ignorar essas particularidades é o caminho mais curto para um resultado insatisfatório. Continue lendo para descobrir o que distingue um projeto bem-sucedido de um problemático e como isso pode economizar tempo, dinheiro e evitar retrabalho.
O assentamento de paver em áreas úmidas
A camada de assentamento é o coração do sistema de pavimento intertravado, e em áreas de piscina ela precisa ser executada com atenção redobrada. Como observa o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim e especialista em sistemas construtivos, o uso de areia de assentamento úmida ou mal graduada é uma das causas mais frequentes de recalque diferencial nesse tipo de ambiente. A infiltração constante de água altera a compacidade da camada de areia, provoca afundamentos localizados e gera juntas abertas que aceleram a degradação do conjunto.
A espessura da camada de areia de assentamento deve seguir as recomendações normativas, situando-se entre 4 cm e 6 cm após a compactação, sem variações que comprometam a homogeneidade do apoio. O uso de areia com granulometria controlada, lavada e isenta de finos argilosos é indispensável nesse contexto. Em ambientes com exposição à água de forma contínua, qualquer variação na qualidade da areia se transforma, com o tempo, em desnivelamentos visíveis e perigosos para os usuários.
A borda da piscina aguenta a solicitação do intertravado sem contenção adequada?
As bordas de piscina representam o ponto de maior vulnerabilidade em projetos com piso intertravado. É nessa região que a ausência ou a falha da contenção lateral se manifesta com mais rapidez. De acordo com o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, o travamento lateral do pavimento intertravado depende de elementos de contenção rígidos e bem fixados, que impeçam a migração dos pavers em direção à lâmina d’água ao longo do tempo. Quando essa contenção é inexistente ou executada de forma precária, o resultado inevitável é o deslocamento progressivo das peças e a abertura das juntas.
A solução mais comum e tecnicamente eficaz envolve a execução de cordões de concreto ou a utilização de peças especiais de borda, assentadas sobre base sólida e com engaste adequado à estrutura da piscina. Esses elementos não cumprem apenas uma função estética: eles trabalham estruturalmente para manter o campo de pavers coeso, mesmo sob a ação repetida da água e do uso intenso que caracteriza essa área da edificação.

Drenagem e declividade: os parâmetros que protegem o sistema a longo prazo
A drenagem eficiente é condição básica para a durabilidade de qualquer pavimento intertravado, e no entorno de piscina ela assume importância ainda maior. Como constata o Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, a declividade mínima de 1,5% em direção aos ralos e afastada da piscina deve ser prevista no projeto e rigorosamente executada no campo. Superfícies sem caimento adequado acumulam água, favorecem o desenvolvimento de fungos e comprometem a estabilidade da camada de assentamento com o tempo.
O espaçamento das juntas entre os pavers também contribui para a permeabilidade do conjunto, mas não substitui a declividade como mecanismo primário de escoamento. Em projetos com alta taxa de utilização, como piscinas de condomínios ou hotéis, o dimensionamento dos pontos de captação precisa contemplar o volume de água gerado pelo uso simultâneo e pela limpeza periódica da área.
O detalhe construtivo define a vida útil do projeto
A longevidade de um piso intertravado em entorno de piscina não é resultado exclusivo da qualidade das peças utilizadas: ela depende da integração entre especificação técnica, execução cuidadosa e detalhamento preciso das bordas e da drenagem. O Eng. Valderci Malagosini Machado, diretor técnico da Blocos e Lajes Itaim, ressalta que os projetos que tratam o pavimento intertravado como sistema completo, e não como simples acabamento superficial, entregam resultados duráveis, seguros e visualmente consistentes ao longo dos anos.
O mercado brasileiro tem avançado na compreensão dessas especificidades, mas ainda há espaço considerável para elevar o nível técnico das equipes envolvidas, desde o projetista que especifica até o assentador que executa. Em um ambiente tão exigente quanto o entorno de uma piscina, a qualidade construtiva não é diferencial: é requisito mínimo.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

