A preparação para a Copa do Mundo Feminina 2027 entrou em uma nova etapa com a conclusão da terceira rodada de inspeções técnicas nos oito estádios que receberão partidas do torneio no Brasil. A informação foi divulgada pela FIFA em 24 de setembro de 2026, após uma agenda de dez dias pelas cidades-sede.
As visitas envolveram mais de 100 profissionais e fornecedores relacionados a 38 áreas operacionais. O trabalho teve como objetivo atualizar o planejamento de infraestrutura, logística e funcionamento dos jogos, considerando tanto as exigências da entidade organizadora quanto as características específicas de cada estádio brasileiro.
A inspeção passou pelo Beira-Rio, em Porto Alegre; pelo Maracanã, no Rio de Janeiro; pelo Mineirão, em Belo Horizonte; pelo Estádio Nacional, em Brasília; pela Arena Itaquera, em São Paulo; pela Arena Castelão, em Fortaleza; pela Arena Fonte Nova, em Salvador; e pela Arena de Pernambuco, em Recife.
Oito cidades fazem parte da estrutura do Mundial
A distribuição das sedes leva a Copa do Mundo Feminina para diferentes regiões do país. Porto Alegre e Recife representam, respectivamente, os extremos Sul e Nordeste entre as cidades selecionadas, enquanto Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, São Paulo, Fortaleza e Salvador completam a rede de locais que receberão a competição.
Durante a rodada de inspeções, foram avaliados aspectos ligados à operação dos estádios e à integração entre os diferentes grupos envolvidos no evento. O planejamento inclui fluxos de torcedores, imprensa, equipes, arbitragem, segurança, transmissão e demais serviços necessários para a realização das partidas.
Com o calendário de jogos divulgado em agosto de 2026, as cidades-sede passaram a trabalhar com parâmetros mais detalhados para organizar suas operações. Cada estádio deverá receber pelo menos sete partidas, incluindo compromissos da fase de grupos e do mata-mata, conforme o planejamento apresentado para o torneio.
Competição terá 32 seleções e 64 partidas
A Copa do Mundo Feminina 2027 será disputada entre 24 de junho e 25 de julho. A competição terá 32 seleções e 64 jogos, em um formato que amplia a dimensão do evento e exige coordenação entre os estádios, as autoridades locais, as equipes participantes e os fornecedores contratados para as diferentes áreas.
O torneio será o primeiro Mundial feminino realizado na América do Sul. A escolha do Brasil como país-sede também estabelece uma conexão entre a competição internacional e uma estrutura esportiva distribuída por oito importantes centros urbanos brasileiros.
Além do calendário esportivo, a organização prevê um período de uso exclusivo dos estádios a partir de 14 dias antes da primeira partida em cada arena. Essa janela faz parte do planejamento operacional da FIFA e deverá ser considerada pelas cidades e pelos administradores dos equipamentos esportivos durante a preparação para o evento.
Sorteio dos grupos está previsto para dezembro
Outro marco previsto no cronograma é o sorteio final dos grupos, marcado para 11 de dezembro de 2026, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. A definição dos grupos ajudará a estabelecer a composição dos confrontos da fase inicial e dará mais detalhes ao planejamento das delegações, da imprensa e dos torcedores.
O Ministério do Esporte também acompanha a preparação das sedes por meio de visitas técnicas aos estádios da competição, conforme divulgado em sua página oficial. A participação de órgãos públicos e a articulação com os responsáveis pelos estádios fazem parte do processo de organização do Mundial no país.
A terceira inspeção representa, portanto, uma atualização conjunta dos preparativos para a Copa do Mundo Feminina 2027. Com as sedes definidas, o calendário divulgado e o sorteio previsto para o fim do ano, o Brasil avança na estruturação de um torneio que reunirá seleções de diferentes continentes em oito estádios e marcará a primeira realização da competição na América do Sul.

