Tiago Schietti, empresário do setor cemiterial e funerário, acompanha um debate que vem crescendo em diferentes países: a sustentabilidade aplicada à infraestrutura funerária. O tema, antes restrito a discussões técnicas, passou a integrar estratégias relacionadas ao planejamento urbano, à gestão ambiental e à utilização responsável dos recursos naturais.
O avanço dessa pauta acompanha uma transformação mais ampla da sociedade, que busca conciliar desenvolvimento, preservação ambiental e eficiência operacional em diversos setores da economia.
Por que a sustentabilidade chegou ao setor cemiterial?
Durante muitos anos, as discussões ambientais concentraram-se em áreas como energia, transporte e indústria. Hoje, a preocupação com impactos ambientais alcança praticamente todos os segmentos. No caso dos cemitérios, fatores como ocupação do solo, preservação de áreas verdes e gestão adequada dos espaços passaram a receber atenção crescente de gestores públicos e privados.
Essa mudança demonstra como o conceito de sustentabilidade se tornou mais abrangente e conectado às necessidades urbanas contemporâneas.
O que mudou na forma de planejar novos espaços?
Uma transformação observável é a valorização de projetos que consideram aspectos ambientais desde as etapas iniciais de desenvolvimento. Em vez de analisar apenas a capacidade operacional, muitos empreendimentos incorporam critérios relacionados à paisagem, integração urbana e preservação ambiental.
Os cemitérios-parque representam um exemplo dessa tendência, ao combinar infraestrutura memorialística com áreas verdes e planejamento paisagístico.

Quais erros ainda são frequentes?
Um dos equívocos mais comuns é associar sustentabilidade exclusivamente ao plantio de árvores ou à manutenção de jardins. Embora esses elementos sejam importantes, a gestão ambiental envolve um conjunto muito mais amplo de práticas. Outro erro recorrente é tratar o tema apenas como exigência regulatória. Organizações que obtêm melhores resultados costumam integrar critérios ambientais ao planejamento estratégico de longo prazo.
Como a inovação contribui para esse processo?
A tecnologia desempenha papel importante na otimização de recursos e no monitoramento das operações. Sistemas de gestão ajudam a organizar informações, controlar ocupações e planejar expansões de forma mais eficiente. Ao mesmo tempo, ferramentas digitais permitem melhor acompanhamento de indicadores relacionados à infraestrutura e manutenção.
Tiago Schietti acompanha um cenário em que sustentabilidade e inovação são cada vez mais complementares.
O impacto da sustentabilidade na percepção das famílias
Mudanças de comportamento também influenciam esse movimento. Muitas famílias passaram a valorizar iniciativas que demonstram responsabilidade ambiental e compromisso com a preservação dos espaços. Esse fator contribui para fortalecer a confiança nas instituições e ampliar a percepção de qualidade dos serviços prestados.
A consequência prática é uma demanda crescente por ambientes organizados, bem cuidados e alinhados às expectativas atuais da sociedade.
Uma pauta que deve ganhar ainda mais relevância
As próximas décadas tendem a ampliar a importância da sustentabilidade dentro do planejamento cemiterial. O crescimento urbano, as mudanças demográficas e a valorização das questões ambientais devem impulsionar novas soluções e modelos de gestão.
atua em um setor que passa por um processo contínuo de evolução. Nesse contexto, a sustentabilidade deixa de ser apenas uma tendência e se consolida como elemento estratégico para a construção de espaços mais eficientes, responsáveis e preparados para os desafios futuros.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

