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Felipe Rassi analisa como a governança corporativa fortalece a gestão de créditos não performados, trazendo mais transparência, controle e eficiência às operações.
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Governança corporativa aplicada à gestão de créditos não performados, de acordo com Felipe Rassi

Diego Velázquez
Por Diego Velázquez 4 de março de 2026 5 Min de leitura
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Felipe Rassi analisa como a governança corporativa fortalece a gestão de créditos não performados, trazendo mais transparência, controle e eficiência às operações.
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Felipe Rassi, especialista do mercado financeiro, pontua que a governança corporativa, nesse campo, não é um tema abstrato, porque ela define como decisões sobre crédito não performado são tomadas, registradas e auditáveis ao longo do tempo. Quando a carteira cresce e ganha complexidade, o que sustenta previsibilidade não é apenas a cobrança, e sim a capacidade de manter regras claras para priorização, concessões, saneamento documental e escalonamento.

Contents
Regras de decisão e alçadas para evitar concessões contraditóriasGovernança de dados e integridade da base como condição de escalaTrilhas paralelas para saneamento e cobrança com critérios verificáveisIndicadores e rotinas de controle para ajustar a gestão

Na interpretação de Felipe Rassi, a governança funciona como “infraestrutura” do portfólio: ela reduz contradições internas, evita negociações improvisadas e cria um padrão mínimo de demonstrabilidade para saldo, titularidade e garantias. Por conseguinte, a gestão deixa de depender de iniciativas isoladas e passa a operar por critérios consistentes, o que tende a diminuir ruídos que aparecem em série quando a base de dados e os fluxos decisórios não estão alinhados.

Regras de decisão e alçadas para evitar concessões contraditórias

Governança corporativa aplicada a NPLs começa com definição de quem decide e em que limites decide. Isso inclui alçadas para desconto, prazos máximos de parcelamento, condições mínimas de entrada e critérios para aceitar contrapropostas. Por outro lado, quando não existe essa régua, casos semelhantes acabam recebendo tratamentos diferentes, criando ruído na operação e incentivando negociações que se tornam difíceis de sustentar no tempo.

Como observa Felipe Rassi, a coerência nasce quando a carteira transforma critérios em política: faixas por segmento, gatilhos de escalonamento e registro do racional da decisão. Desse modo, a negociação deixa de ser “caso a caso” sem memória institucional e passa a seguir trilhas, preservando previsibilidade de custo e de esforço.

Governança de dados e integridade da base como condição de escala

Crédito não performado depende de dados consistentes, porque saldo, histórico e titularidade precisam se confirmar entre planilhas, sistemas e documentos. Se a base muda sem controle, a cobrança perde sustentação e volta para discussões de premissa. Portanto, governança também envolve controle de versões, validação de campos essenciais e regras de “fonte de verdade” para cada informação crítica, como data-base do saldo e parâmetros de atualização.

Neste artigo, Felipe Rassi explica como práticas estruturadas de governança corporativa contribuem para decisões mais seguras na administração de créditos não performados.
Neste artigo, Felipe Rassi explica como práticas estruturadas de governança corporativa contribuem para decisões mais seguras na administração de créditos não performados.

Segundo Felipe Rassi, quando a operação define rotinas simples de validação, por exemplo, checagem de duplicidades, padronização de identificadores e auditoria por amostragem, ela reduz o retrabalho que normalmente aparece na negociação. É possível notar que o ganho é direto: menos divergência interna, mais capacidade de responder questionamentos com trilha verificável, sem precisar reconstruir o caso no meio do contato.

Trilhas paralelas para saneamento e cobrança com critérios verificáveis

Uma governança madura separa o que está pronto para negociação do que exige saneamento antes de qualquer proposta. Isso evita que exceções contaminem o fluxo e impede que a carteira perca ritmo por causa de casos “quebrados”. Na prática, uma trilha de saneamento trabalha com checklists, prazos e entregas objetivas, enquanto a trilha de negociação opera com pacote mínimo de prova, saldo rastreável e formalização padronizada.

Conforme detalha Felipe Rassi, essa separação reduz ruído porque a conversa com o devedor não começa sobre uma base instável. Além disso, quando há cessão de crédito, a trilha de saneamento precisa incluir cadeia de titularidade demonstrável, pois qualquer lacuna nessa sequência tende a travar a cobrança na objeção mais básica, quem pode cobrar.

Indicadores e rotinas de controle para ajustar a gestão

Governança também é medição. A carteira precisa enxergar onde está perdendo tempo e por quê: taxa de contato, tempo médio até acordo, proporção de casos que voltam por divergência de saldo, volume de ativos em saneamento e reincidência de descumprimento. Esses indicadores não servem para prometer resultado, eles servem para ajustar processo, alçadas e trilhas.

Sob a perspectiva de Felipe Rassi, a utilidade do indicador está em acionar correção: se muitos casos travam por cadastro, a base precisa de saneamento; se muitos travam por memória de cálculo, o parâmetro de atualização precisa ser padronizado; se a reincidência é alta, as regras de concessão e acompanhamento precisam ser revistas. Por fim, governança corporativa aplicada a créditos não performados significa transformar decisão em procedimento e procedimento em registro, porque é essa disciplina que sustenta previsibilidade na recuperação de ativos.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

 

Tag:Dr Felipe RassiFelipe Rassi direito empresarialFelipe Rassi gestor jurídicoO que aconteceu com Felipe RassiQuem é Felipe RassiTudo sobre Felipe Rassi
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